A transformação digital falhará sem um gerenciamento de dados sólido

Tem havido muita “hipérbole” (para dizer o mínimo) a respeito da transformação digital, mas a IDC lançou suas 10 previsões que apontam alguns resultados drásticos para os responsáveis pelo gerenciamento de dados, bem como para as próprias empresas.

Há muitas previsões a serem cobertas no relatório “FutureScape: Worldwide IT Industry 2017 Predictions” (FutureScape: Previsões para a indústria mundial de TI em 2017), da IDC, então vou me concentrar nas três primeiras (mas recomendo fortemente que você leia todas elas).

“Até o ano 2020, 50% das empresas do Global 2000 constatarão que a maior parte de seus negócios dependerá da sua capacidade de criar produtos, serviços e experiências aprimorados pelo universo digital”. Estamos vendo isso em todos os lugares, desde iniciativas que envolvem “intimidade com o cliente” até a integração da aprendizagem de máquinas em produtos e serviços. Os dados e as análises são usados para melhorar digitalmente aquilo que entregamos, e a forma como se diferencia das demais ofertas do mercado.

“Até 2019, as tecnologias e serviços da 3a Plataforma conduzirão quase 75% dos gastos com TI – crescendo ao dobro da taxa do mercado global de TI”. Na melhor das hipóteses, esta previsão soa conservadora. Alguns analistas independentes dizem que, de modo geral, as despesas de TI em todo o mundo têm se mantido praticamente estáticas desde 2008. Todo o crescimento verificado é proveniente de novos programas conduzidos por empresas em torno de produtos, serviços e experiência aprimorados pelo universo digital — ou o que a IDC descreve como “Economia DX”. Quando a IDC diz “3a Plataforma”, ela está se referindo à infraestrutura de nuvens, big data/análises, negócios sociais e mobilidade. Isto é muito semelhante ao conceito de SMACIT do MIT CISR: social, móvel, análise, nuvem e internet das coisas. Os detalhes variam, mas algumas combinações dessas tecnologias formarão a base da plataforma de desmembramento digital na maioria das organizações.

“Até 2020, 67% de todas as despesas com infraestrutura de TI e software das empresas serão destinadas às ofertas baseadas na nuvem”. Esta é uma previsão muito agressiva, mas vimos um ponto de inflexão em 2016, quando as empresas – especialmente na América do Norte e Europa – migraram para aplicativos e análises em nuvem.

Assim, estamos vendo um grande volume de crescimento e despesas nas novas áreas de:

  • Modernização da análise: Aumentar o atual ambiente de DW / BI com armazéns de dados em nuvem, análises de big data e análises avançadas, tais como aprendizagem de máquina e previsão.
  • Modernização de aplicações: Particularmente as novas aplicações em nuvem que estão sendo implementadas, revertendo a tendência anterior no sentido da consolidação em sistemas de ERP on-premise.

Como os orçamentos mundiais de TI crescem lentamente (ou, em alguns casos, mantêm-se estáticos), estamos vendo as empresas reduzirem custos ou implementarem medidas para aumentar a eficiência em outras áreas para financiar estas novas iniciativas. Exemplos de iniciativas de redução de custos incluem a racionalização do portfólio de aplicações (principalmente aqueles herdados de fusões e aquisições) e iniciativas de datawarehouse offloading (migração do dawarehouse para hadoop). Esses tipos de projetos podem liberar milhões de dólares por ano em despesas.

Os dados alimentam as estratégias digitais

O que isso significa para os responsáveis pela estratégia e direcionamento do gerenciamento de dados? É evidente que os dados alimentam as estratégias digitais. Se você não possui dados em tempo hábil nos quais possa confiar, você não vai obter os resultados de negócio pelos quais está pagando. A transformação digital irá reforçar o gerenciamento de dados das seguintes maneiras:

  • O crescimento do volume e da complexidade dos dados aumentará.
  • À medida que mais dados ingressarem de fora da organização (Gartner estima 50%), será cada vez mais difícil controlar a estrutura, a qualidade e o contexto empresarial dos dados recebidos.
  • À medida que os dados se espalham pela nuvem, eles ficarão mais fragmentados e será ainda mais difícil gerenciá-los e administrá-los como um ativo detectável e utilizável em toda a empresa.
  • Devido a esses fatores, será mais difícil para a área de TI fornecer dados confiáveis e oportunos, justamente quando os negócios estão dependendo de dados para alimentar suas estratégias competitivas.

É excelente ter visão e estratégia para a transformação digital, mas se você quer ser um dos líderes na diferenciação de seus produtos e serviços, vai precisar do suporte de uma boa arquitetura e uma plataforma de gerenciamento de dados robusta. E como é possível observar nas três tendências aqui listadas, vai precisar de uma arquitetura de gerenciamento de dados que possa crescer e se adaptar a casos de uso e tecnologias altamente dinâmicos.

Esta é uma mudança fundamental em relação à antiga visão dos “dados como um subproduto dos aplicativos”. Para conduzir a transformação digital, os dados devem ser um recurso compartilhado da organização, sendo o combustível para uma estratégia digital bem-sucedida. Certifique-se de que a sua arquitetura e plataforma de gestão de dados seja projetada para isso, e que possa crescer e evoluir à medida que suas necessidades cresçam e migrem para a nuvem, big data e/ou novas formas de análise.

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